Dia de forrozar no XIV Fórum de Forró
Hoje à noite, 17, aconteceu o segundo dia do XIV Fórum de Forró “O forró é meu”, em homenagem ao centenário de Gerson Filho. Esta edição, que abre os festejos juninos na capital, termina amanhã (18), tendo, como uma das atrações, a professora Aglaé d´Ávila Fontes, presidente da Funcaju.
Mas se você pensa que, com isso, iremos deixar de falar de esportes, está enganado. É apenas um momento que encontramos para tratar de um assunto que se relaciona a cultura, assim como o esporte. Um momento de resgatar valores que temos em nosso estado, neste caso a música, mas buscando alternativas para se relacionar com a cultura esportiva.
Localizado no antigo prédio da Alfândega e unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), o Centro Cultural de Aracaju foi inaugurado no dia 20 de outubro de 2014 pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLOG) e da Funcaju. O Centro abre espaço para diversas áreas da cultura, arte e conhecimento.
Para dar início ao evento, o público presente esteve na frente do local para acompanhar a apresentação da quadrilha junina “Século 20”. Entre os apreciadores do festejo estava o vendedor Gledson de Moura Cruz, 28 anos, que gostou da apresentação, mas reclamou do curto tempo da quadrilha.
Vestido com a camisa do Brasil, Gledson entende que a nossa cultura está sendo cada vez mais respeitada. “Depois da inauguração do museu, está resgatando as tradições mais antigas, entre elas a cultura, a comida. Espero que tenha mais divulgação (da cultura) e que os grupos folclóricos tenham mais apoio tanto da sua cidade como do estado”, relata o vendedor.
Dentro do Centro Cultural, no Teatro João Costa, a platéia acompanha a apresentação de Pierre Feitosa, que abre o segundo dia do Fórum. Logo em seguida, o professor Lindolfo Amaral, ator e diretor do grupo teatral “Imbuaça”, traz a riqueza cultural através da letra de músicas de cantores e compositores nordestinos. Paulo Corrêa faz a apresentação de Gerson Filho e conduz, com Pierre Feitosa, “Um Dedo de Prosa”, momento em que eles trocam uma conversa franca com convidados (desta vez foi a dupla Zé Roseno & Marluce; ontem foi Robertinho dos 8 Baixos e Luiz Paulo; amanhã será Marcos Guedes e João da Passarada).
Para Aglaé Fontes, o XIV Fórum do Forró é uma continuidade de um evento que tem uma importância muito grande para o estudo da música nordestina e para a construção de uma memória. “É um espaço de estudo, de homenagem àqueles que compõem, que cantam, que tocam instrumentos, que se adequam a essa cultura nordestina. É importante que a gente conheça os artistas nossos, essa música nordestina que está na alma do povo, que é característica da nossa identidade”, analisou a presidente, citando que é preciso “resgatar não só a música em si, mas a história de cada pessoa que construiu esse caminho em torno da música nordestina. Há um compromisso cultural da Funcaju. Esse evento é, inclusive, protegido por lei, que determina que a Funcaju faça o Fórum de Forró. O conhecimento é, também, uma das coisas importantes do fórum, tanto é que a gente alia a sua realização com exposições, que complementam, como a do ciclo junino, que é sobre a tradição, música e ciclo junino”.
A representante da Funcaju entende que, para a cultura ser mais valorizada, é preciso ter consciência cultural. “Não só de autoridades e de pessoas que dirigem organismos culturais, mas do próprio povo, pois nós somos apegados a assimilar com uma rapidez muito grande aquilo que é de fora, aquilo que tem outra cara, sem com uma novidade. Aí eu preciso ser diferente e, aí que eu quero parecer com fulano ou beltrano. E aí a gente se esquece que temos uma cara, temos uma história, temos um jeito de falar, de que tem uma forma de compor, que é específica nossa. Não devemos nos esquecer daquilo que é a nossa raiz cultural que é a nossa construção de identidade”, afirmou a presidente
Idealizador do Fórum do Forró, Paulo Correa entende que o evento já o trouxe muitas alegrias pela aceitação que ele tem junto ao público e dos diversos segmentos que participam do fórum. “São pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade. Já vi participar aqui juízes, promotores, estudantes, pessoal da universidade, forrozeiros. Ela atinge todos os segmentos e é um dos sinais que mostra que foi bem aceito; a longevidade dele, 14 anos, não é fácil manter um projeto há 14 anos”, afirmou Paulo, citando que já foram homenageados no Fórum de Forró: Almira Castilho, que já foi mulher de Jackson do Pandeiro e que cantou com ele nos anos 60; Marinez, a “Rainha do Xaxado”; Clemilda; Genival Lacerda; Trio Nordestino; Carmélia Alves, coroada por Luiz Gonzaga como “Rainha do Baião”; Dominguinhos; Jorge de Altinho; e os compositores e parceiros de Luiz Gonzaga, como João Silva, Manuel Almeida, Zé Dantas. “Além disso, a gente teve homenagem aos nossos forrozeiros, como Josa, o vaqueiro do Sertão; Erivaldo de Carira; Edgar do Acordeon; Rogério, que nós já tínhamos feito o convite para ele, mas faleceu antes da data do fórum”.
Paulo afirma que a melhor maneira de valorizarmos a nossa cultura é dando espaço, para se apresentar e divulgar o trabalho para as representações de Sergipe e do Nordeste, seja na música, seja no teatro, seja nas artes plásticas. “Eu fico muito triste quando vejo muitas programações de São João, de diversos municípios daqui de Sergipe, e de outros estados, que tem cada vez mais reduzido o número de artistas que cantam forró. Eu acho que isso precisa ser reavaliado e mudado, porque as festas juninas são as que melhor representam a nossa cultura. Então você não pode deixar fora do período das festas juninas artistas que cantam estes ritmos. Os outros artistas, que se apresentam pelo Brasil, não retratam a cultura do povo nordestino. Então estes que retratam tem que estar na programação, independente se estes outros artistas que tocam música sertaneja façam parte”.
Mas se você pensa que, com isso, iremos deixar de falar de esportes, está enganado. É apenas um momento que encontramos para tratar de um assunto que se relaciona a cultura, assim como o esporte. Um momento de resgatar valores que temos em nosso estado, neste caso a música, mas buscando alternativas para se relacionar com a cultura esportiva.
Localizado no antigo prédio da Alfândega e unidade da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), o Centro Cultural de Aracaju foi inaugurado no dia 20 de outubro de 2014 pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLOG) e da Funcaju. O Centro abre espaço para diversas áreas da cultura, arte e conhecimento.
| Integrantes da Século XX |
| Quadrilha traz animação para público |
Dentro do Centro Cultural, no Teatro João Costa, a platéia acompanha a apresentação de Pierre Feitosa, que abre o segundo dia do Fórum. Logo em seguida, o professor Lindolfo Amaral, ator e diretor do grupo teatral “Imbuaça”, traz a riqueza cultural através da letra de músicas de cantores e compositores nordestinos. Paulo Corrêa faz a apresentação de Gerson Filho e conduz, com Pierre Feitosa, “Um Dedo de Prosa”, momento em que eles trocam uma conversa franca com convidados (desta vez foi a dupla Zé Roseno & Marluce; ontem foi Robertinho dos 8 Baixos e Luiz Paulo; amanhã será Marcos Guedes e João da Passarada).
Para Aglaé Fontes, o XIV Fórum do Forró é uma continuidade de um evento que tem uma importância muito grande para o estudo da música nordestina e para a construção de uma memória. “É um espaço de estudo, de homenagem àqueles que compõem, que cantam, que tocam instrumentos, que se adequam a essa cultura nordestina. É importante que a gente conheça os artistas nossos, essa música nordestina que está na alma do povo, que é característica da nossa identidade”, analisou a presidente, citando que é preciso “resgatar não só a música em si, mas a história de cada pessoa que construiu esse caminho em torno da música nordestina. Há um compromisso cultural da Funcaju. Esse evento é, inclusive, protegido por lei, que determina que a Funcaju faça o Fórum de Forró. O conhecimento é, também, uma das coisas importantes do fórum, tanto é que a gente alia a sua realização com exposições, que complementam, como a do ciclo junino, que é sobre a tradição, música e ciclo junino”.
A representante da Funcaju entende que, para a cultura ser mais valorizada, é preciso ter consciência cultural. “Não só de autoridades e de pessoas que dirigem organismos culturais, mas do próprio povo, pois nós somos apegados a assimilar com uma rapidez muito grande aquilo que é de fora, aquilo que tem outra cara, sem com uma novidade. Aí eu preciso ser diferente e, aí que eu quero parecer com fulano ou beltrano. E aí a gente se esquece que temos uma cara, temos uma história, temos um jeito de falar, de que tem uma forma de compor, que é específica nossa. Não devemos nos esquecer daquilo que é a nossa raiz cultural que é a nossa construção de identidade”, afirmou a presidente
Paulo afirma que a melhor maneira de valorizarmos a nossa cultura é dando espaço, para se apresentar e divulgar o trabalho para as representações de Sergipe e do Nordeste, seja na música, seja no teatro, seja nas artes plásticas. “Eu fico muito triste quando vejo muitas programações de São João, de diversos municípios daqui de Sergipe, e de outros estados, que tem cada vez mais reduzido o número de artistas que cantam forró. Eu acho que isso precisa ser reavaliado e mudado, porque as festas juninas são as que melhor representam a nossa cultura. Então você não pode deixar fora do período das festas juninas artistas que cantam estes ritmos. Os outros artistas, que se apresentam pelo Brasil, não retratam a cultura do povo nordestino. Então estes que retratam tem que estar na programação, independente se estes outros artistas que tocam música sertaneja façam parte”.

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