domingo, 17 de abril de 2016

No “apagar das luzes” Sergipe vence e põe um pé na decisão - PARTE 2

Em busca da reabilitação. Mais do que isso: a busca pelo sonho de conseguir uma vaga na decisão do estadual. Em campo, o duelo dos colorados, que tinha como empecilho para um jogo mais técnico, mais com a bola no chão, o gramado irregular do Ariston Azevedo. 

O jeito eram as bolas aéreas. E o Sergipe estava mais à vontade no terreno irregular. E, com maior domínio de jogo, o time de Clemer abriu o placar aos 10 minutos. Rafael cruzou para a área, Lucão desviou, com o pé, no meio do caminho e a bola encobriu o goleiro Acássio: 1 a 0. 

Empolgado, o Sergipe ameaçava a meta adversária. Aos 24 minutos, Calyson cobrou a falta direto para o gol e Acássio, bem posicionado, segurou firme. No minuto seguinte, o Dorense reagiu e, na melhor oportunidade da equipe da casa, Jaílton cobrou falta com categoria, mas longe do gol.

Mas o Sergipe era superior em campo. Aos 37 minutos, Lucão recebeu na área, saiu da marcação e tentou encobrir Acássio, mas o arqueiro se esticou para evitar o gol. Aos 40, Paulista cruzou para a área, Lucão foi enganado pelo quique da bola e perdeu gol incrível. 

Na etapa final, o técnico do Dorense, Elenilson Silva, mudou a equipe: tirou Luciano e Jorge, para colocar Junior e Zé Antônio, respectivamente. As mudanças surtiram efeito. Aos 12 minutos, Fábio Junior cruzou para a área, Junior encobriu o goleiro e a bola não entrou. Aos 16, Jaílton cobrou escanteio e Dagil cabeceou firme e a bola acertou o travessão. Na sobra, Junior chutou, a bola desviou e Rafael Córdova espalmou para fora. 

A resposta do Sergipe aconteceu quatro minutos depois. Airton cobrou escanteio da esquerda, a zaga do Dorense desviou mal e Iago, que havia entrado no lugar de Lucão, oportunista, mandou, de pé direito, para o gol: 2 a 0.

Definido? Não para os donos da casa. Aos 26 minutos, Zé Antônio dominou no meio e lançou Dagil, mais esperto que a defesa do Sergipe, que dominou e chutou firme para diminuir: 2 a 1. 

Aos 31, após confusão na área, a bola bateu na mão do zagueiro Carlos Alexandre do Sergipe. Pênalti! Dagil foi para a cobrança e acertou o canto direito de Córdova que chegou perto: 2 a 2. 

E quando tudo parecia definido no Ariston Azevedo, o Sergipe fez a alegria da torcida. Aos 46 minutos, em jogada pela direita, Iago cruzou da linha de fundo e tocou para Calyson que deixou o zagueiro na saudade e chutou fraco para o fundo do gol, decretando a vitória para o time rubro da capital.

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